quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ainda somos as mesmas por quem eles se apaixonaram???


No fim de semana estive com uma grande amiga que algum tempo não encontrava. Ela é casada deve ter entre 4 e 6 anos, tem um filho de 2 anos e meio, e como toda família “perfeita”, está tentando engravidar do segundinho.

Até aí nada de anormal não é? Pois é.... depois saberão que a anormal sou eu, como de costume...rsrsrs, mas é que conversamos sobre tantas coisas que alguns pontos não me deixaram em paz durantes esses dias. Refleti, refleti e juro que não consegui entender.

Bom, como eu havia dito antes, ela e o marido são dois super fofos, nitidamente se amam de montão, o moleque é um fofo e quase não dá trabalho, eles têm uma condição financeira razoável, além de facilidade com babá, sogras legais, etc...

Mas o que me trouxe aqui não foi isso...

Lá para as tantas da conversa, nós estávamos relembrando do tempo em que começamos com nossos maridos, como era a nossa vida antes dos filhos, eis que, ela me relata que um dia desses, numa “suposta” D.R com o marido (coisa rara hoje em dia. Feliz daquele que consegue DIALOGAR COM O PARCEIRO. ISSO É FUNDAMENTAL!), sobre a rotina sexual deles não ser mais tão intensa quanto antigamente e ele vira pra ela e diz:

Obs: (os dados abaixo foram tirados da minha cabeça, logo, não sei dizer detalhes sobre o diálogo de ambos, ok?)

- Fulana, você efetivamente não é a mulher por quem me apaixonei!

Ela, obviamente, se choca com aquela “novidade” e em seguida, replica:

- Como assim??? Estamos juntos há mil anos, tudo maravilhoso, nossa família crescendo, estamos felizes, planejando outro filho e você simplesmente me diz que não sou mais a mulher por quem você se apaixonou?

(neste momento nem quero saber os animus, como ficaram né?)

No fim das contas acho que se acertaram, pois ela me contou isso às gargalhadas e não sei bem o fim da história. Mas o que eu vos pergunto (E ME PERGUNTO) é:

Pelo amor de Deus!! Como é que um cidadão, após 5 ou 6 anos de relacionamento, filhos, contas responsabilidades advindas da relação conjugal, etc, quer que a sua esposa seja efetivamente a mesma pessoa por quem ele se apaixonou???

Na verdade acho que minha dúvida é outra. Qual teria sido essa terrível mudança que fez com ela deixasse de ser a mulher por quem ele se apaixonou? (Será que deixou de fazer sexo 3 vezes por dia??? É tudo que eu consigo imaginar!!!)

Eis a pergunta que certamente EU FAREI AO MEU MARIDO. Será que ele também pensa assim e nunca me falou nada? Será que todos os maridos pensam assim? E mais, será que só nós mudamos?? E  eles? E essa mudança significa que tenha sido pra pior?

Sei que no fim das contas ela estava feliz e eles continuam super bem resolvidos como sempre. Na verdade quem ficou incomodada fui eu. Realmente não demonstrei, mas não consegui tirar isso da cabeça. Ainda bem que ela é avessa à tecnologia e não sabe da criação deste blog mas, se soubesse, sem problemas... somos amigas e apenas não falei isso tudo para não deixá-la com a pulga atrás da orelha né?

Mas realmente, me digam. O que será que a maioria dos homens espera de nós? Eu juro que farei essas indagações ao meu marido. Preciso saber se pensar assim é comum!!! Que tenso isso!!!!

Continuando... além desse ponto, outro que acabei levantando com esses questionamentos é que realmente não devo ser mais a mulher por quem meu marido se apaixonou...rs, mas ao menos espero ser a mulher por quem ele se apaixona a cada dia né?

Com meu famoso hábito de me questionar e responder a mim mesma, já adianto.... são 10kgs a mais, muito trabalho (graças a Deus), um filho de 5 anos que não nos deixa em paz um segundo, uma “secretária do lar” que se acha a minha melhor amiga e assiste todos os filmes sentadinha conosco na sala (afff, eu mereço!!!).... 

Fato é que por ser filha única, em algum momento da minha vida cogitei ter outro filho, mas comecei a pensar bastante sobre isso depois dessa conversa com a minha amiga.

Poxa, eu e o marido engravidamos com 8 meses juntos. Antes vivíamos louca e intensamente todas as horas do dia, virávamos noites e noites, saímos quando dava na telha, viajávamos de madrugada quando dava vontade, nem que fosse pra dormir no carro, íamos a shows ao menos 2 vezes por semana, não tínhamos regras, nem hora (apenas para o trabalho), vivíamos intensamente um para o outro...

Com a chegada do João tudo isso mudou. Foram noites insones, por causa de refluxo, cólicas... Kgs que ainda não me livrei. Depois disso vieram as fases das mil despesas, troca de escola, contratação de empregada... Agora que ele tem 5 anos, é mais grude do que nunca. Se dependesse dele NUNCA teríamos outro filho, até porque meu pitico efetivamente não nos dá essa chance, mas somos persistentes no treino.. hehehe. Vez ou outra vovó salva, outras contamos até dez para que ele durma sem a necessidade de lhe dar rivotril ou dramim (brincadeira hein gente! Nunca dei remédio pro meu filho dormir não!! Mas que tive vontade, isso é fato!!!rsrsr).

Bom, de um jeito ou de outro nos viramos. Mas a única coisa REAL que consegui tirar disso tudo é que EFETIVAMENTE NÃO ESTOU APTA A TER OUTRO FILHO. Não tenho mais paciência, o tempo para um já é curto e eu realmente pretendo fazer tudo aquilo que deixei de fazer com meu marido em razão da gravidez, EXTREMAMENTE SONHADA E PLANEJADA em algum dia de nossas vidas. Ainda temos tempo pra curtir a sós algumas vezes e, em outras, em companhia do grande amor da nossa vida (nosso Pitico amado!).

O chato são as cobranças, e aí, quando vem o segundinho? 

Alowwwwwwwwwwwww, galera, desejo o mesmo para você que me pergunta!! 

Não quero, não quero e pronto. Deixa eu viver a minha vida para, quem sabe, me poupar de ouvir que “não sou aquela por quem meu marido se apaixonou” e que ainda assim continua animadíssima com o crescimento da família.

Realmente é uma opção maravilhosa pra quem tem o dom da maternidade. 

Efetivamente o meu dom é para ser mãe de um filho só de modo que aderi à teoria: UM É BOM, DOIS SÃO MUITOS E TRÊS JÁ É FALTA DE EDUCAÇÃO!

Bjo povo. Inté!

5 comentários:

  1. Então pessoas. Conforme prometido, conversei com o marido. Muitas dúvidas foram sanadas, muitos pontos levantados, e realmente descobri que a maioria deles em algum momento também pensa assim. O grande lance é conversar e não deixar passar. O bom de tudo é que descobri que até posso não ser mais aquela que ele se apaixonou, assim como no caso da minha amiga, mas ainda sou aquela que ele se apaixona a cada dia. É isso aí!!!

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  2. Clau, estou curtindo demais seus posts! A-M-E-I o assunto deste!O barato da vida é nos apaixonarmos dia após dia por tudo o que fazemos, por quem dividimos a cama, a vida, as angústias, as risadas... O que é um luxo? Ser feliz. O que não devemos nunca deixar de ter? Opinião e responsabilidade pelas nossas escolhas. Mesmo quando ela vá contra o modelo politicamente dito como correto. Eu, por exemplo, na atual conjuntura, não penso em ter filhos. Estou muito feliz do jeito que estou e o amor da minha vida conjuga o mesmo pensamento. Já fui "execrada" por manifestar minha opinião perante terceiros. Será porque não me encaixo no modelo? Não sei (e nem procuro saber). Mas sigo em frente, apaixonada e agradecida à vida por tudo que posso aprender, por poder fazer minhas próprias escolhas. Um grande beijo !

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  3. Mel, super obrigada pelas suas postagens!!! É isso aí amiga. Surtos de Cláudia, né? Muitos beijos, Clau

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  4. Amiga!!!

    Você agora é bloqueira??????

    É mesmo a sua cara amiga.... eu fiquei rindo e imaginando voce falando tudo que estava escrevendo.... hahahahahahahaha... ah, e fiquei imaginando a cara do Marcelo quando você fosse fazer a pergunta matadora para ele!!!! Muito bom!!!

    Amiga, dando a minha opinião, eu confesso que não me perturba em absolutamente nada mesmo pensar que eu não sou mais a mesma pessoa por quem o Ernesto se apaixonou... e não tenho a menor duvida de que não sou mesmo!! Eu não sou e ele também não é... e também não tenho a menor dúvida de que se eu perguntar para ele “ainda sou a mesma mulher por quem você se apaixonou?” ele vai responder “não”. Eu digo o mesmo se ele fizer esta pergunta para mim. A questão não é se somos ou não a mesma pessoa, for uma pessoa hoje diferente da de ontem pode ser bom ou ruim, vai depender do que você está colocando na sua bagagem da vida, quais experiências que você está acumulando, se você está fazendo melhores escolhas ou não... Enfim, na verdade eu acredito que é muito bom sim mudar e acho que sou uma pessoa diferente e melhor!
    Para você ver eu e o Ernesto nos conhecemos em 1998, ou seja, faz 13 anos e sim eu e ele mudamos muito mesmo!! Inclusive ficamos uns 3 anos separados, cada um vivendo a sua vida, as suas experiências, mas tinha algo que nos mantinha “perto”...! Eu sei que eu sou uma pessoa muito melhor do que eu era ontem, já acumulei experiências ontem e sei que o Ernesto também... Sou mais maduram tenho mais bagagem, e tenho sim uns quilos a mais (bem mais do que eu gostaria... rsrsrss)!!

    Amiga, confesso que eu tive que parar o email que meu chefe me chamou e agora que voltei fiquei sem inspiração... kkkkkkkk por isso que não vou escrever mais... kkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

    Mas adorei a sua iniciativa e isso é a sua cara e vai atualizando o blog que eu vou te acompanhar!!!!

    Te adoro amiga!!

    Bju
    Carla Gama

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